Gamepad VI – Como foi? parte 2

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Olá gurizada,

Voltamos com a cobertura do principal evento de games da região Sul – o Gamepad. Nesta segunda parte do post, Eduardo Selvero fecha suas percepções sobre o encontro. Trouxemos também duas entrevistas realizadas pelo pessoal da BRazinga. Não deixem de conferir e comentar ;)

Por Eduardo Selvero Neto

Bom, gurizada… segue a segunda parte do meu dia/noite no Gamepad.

A noite teve uma sequência de discursos interessantes para fãs de jogos, desenvolvedores e curiosos, pois da mesma forma que foram citados detalhes de projetos, as piadas e risadas também tiveram seu lugar no auditório.
A ADJD-RS se apresentou ao público e animou a plateia com projetos e com a intenção de fortalecer a cena de desenvolvedores de jogos do nosso estado. A ideia era mostrar o papel da Associação e a diferença que ela pode fazer. Na minha opinião: missão cumprida. E segue o link:
https://www.facebook.com/AdjdRs

O Alessandro Martinello, da Swordtalles também foi um dos que abordou assuntos muito importantes com bom humor. O papo foi focado no título que a empresa está desenvolvendo, o Toren, e seguiu para uma linha de boas práticas para o desenvolvimento de um bom jogo.
Contrariando os mais conservadores (ou paranóicos), o Alessandro fez questão de mostrar como pode ser benéfico compartilhar material de um jogo em desenvolvimento com outras pessoas do mercado. Ele comentou que recebeu feedbacks muito importantes de outros desenvolvedores e isso gerou alterações significativas no Toren.

Entre piadas e comentários sobre fontes de jogos indie como o TigSource, ficou uma mensagem importante que haveria de ser dita novamente ao longo da noite: “Parem de não fazer jogos!”.

A conversa manteve-se em alto nível, sem perder o clima descontraído com o Saulo Camarotti, da Behold Studios, assumindo o microfone. Para quem não sabe, esses são os caras do Knights of Pen and Paper. Um dado apresentado foi o número de jogos da Behold. Apesar de a empresa ter ganhado visibilidade no mercado com o Knights, eles já desenvolveram outros 9 títulos. O recado, ao menos para mim, pareceu bem claro: Não adianta sonhar em abrir uma empresa e “bombar” no primeiro jogo… existe um caminho a ser trilhado.

O Saulo ressaltou a importância de desenvolver jogos e participar de concursos, feiras, mostras de games, etc. Para ele, o negócio é desenvolver o produto e levar para esses eventos, onde vai é possível colher feedback de jogadores e observar o jogo “em uso”.
Talvez uma das experiências mais importantes que foram divididas com o público do Gamepad foi o relato sobre como é trabalhar com um Publisher. Sem entrar em detalhes contratuais, obviamente, o Saulo comentou sobre o bom relacionamento que existe entre a Behold e seu Publisher. Para mim, esses relatos foram importantes para desmistificar a visão, que alguns tem, de que um Publisher pode acabar dominando o desenvolvimento e tirando a autonomia criativa do time. E assim, parafraseando o Martinello, Saulo repetiu: “Param de não fazer jogos!”. Certamente, essa foi a frase da noite.

Por último, foi a vez do Fred Vasconcelos falar da Joystreet. Eu não conhecia a empresa e fiquei feliz só em ver a que falaríamos de projetos de jogos na área educacional. Ou, nas palavras do Fred, falaríamos de ambientes digitais de aprendizagem baseados na interação e em jogos digitais colaborativos.
O projeto no qual o papo foi mais focado foi o Joy Escola/OJE (Olimpíada de Jogos Digitais e Educação). Trata-se de um ambiente como uma rede social focado ao público de ensino fundamental e médio, monitorada, claro. Ele é gameficado, tem narrativa e traz desafios para os membros, como se fossem quests. Ali também são promovidas competições baseadas em minigames. Por traz dessa interface toda voltada para os jogos, Fred apresentou uma ferramenta poderosa de monitoramento que permite acompanhar o desempenho dos alunos e filtrar essa informação de diversas formas para o uso de professores, monitores e demais interessados.
O potencial dessa ferramenta causou uma ótima impressão. É aquele momento que a gente olha alguns (bons) anos para trás e pensa: Queria isso na minha época de escola.

Bem, por enquanto é isso. Essas são as minhas impressões do Gamepad. Como já ficou claro, eu curti muito o evento e pretendo estar nos próximos também. Incentivo todos a irem no Gamepad, se possível, e em eventos semelhantes que temos por aí. Assim, podemos ter contato com pessoas do meio do desenvolvimento, adquirir conhecimento, prestigiar e fortalecer nosso mercado. E cá entre nós, qual é a chance de um evento sobre jogos não ser divertido?

Até mais, abraço a todos!

Autor: Everton Vieira Ver todos os posts de
Sou Bacharel em Análise de Sistemas pela Universidade Católica de Pelotas (UCPel) no ano de 1999. Minha paixão por games é de longa data. Porém, em 2003 tornei essa paixão uma profissão. Durante oito anos atuei como Game Designer e Arquiteto de Software em mais de 30 projetos de Serious Games (simuladores) para grandes empresas do país. Atualmente sou sócio-fundador da Izyplay Game Studio, onde exerço o cargo de Diretor de Criação. Além do envolvimento corporativo, também participei da organização da Pós Graduação em Arquitetura e Desenvolvimento de Jogos Digitais na FATEC SENAC Pelotas. Minha área de interesse e especialização é Game Design e Inteligência Artificial.

3 Comentários em "Gamepad VI – Como foi? parte 2"

  1. Bárbara Bueno 10/07/2013 at 13:17 - Reply

    Curti para valer o review! :D
    Queria ter estado lá e saber mais sobre como é essa rede social educativa.
    A ideia é excelente!

  2. Marcelo Martins 11/07/2013 at 09:20 - Reply

    Eduardo,

    Muito obrigado por compartilhar ainda mais as suas impressões! Não achei que seriam publicadas duas partes… ;)

    Conheço o trabalho da Behold e acho muito legal. Achei muito interessante o fato deles terem lançado 9 jogos antes de ganhar mais visibilidade. Geralmente, a maioria das pessoas acredita que reconhecimento vem da noite pro dia e isso quase nunca é verdade.

  3. Leandro Vian 12/07/2013 at 08:07 - Reply

    Salve Eduardo,

    A segunda parte ficou muito boa tão boa quanto a primeira.

    Gostei em especial do relato sobre os convidados(Joystreet,Behold e Swordtalles) falando sobre suas esperiências. Pena ter ficado sabendo do evento 2 dias antes e ele ser durante um dia útil =(, fica pra próxima :)

    abraço

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