Games podem ter relação com mau comportamento?

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pesquisaVideogames são frequentemente retratados pela mídia como influenciadores de mau comportamento. Mas hoje em dia, pesquisas mostram que videogames não são assim tão demoníacos.
Novas pesquisas feitas no mês de junho pela jornal acadêmico Personality and Social Psychology Bulletin, concluiu que os games não violentos, os socialmente corretos, podem fazer crianças gostarem de ajudar outras.

O professor de comunicação e psicologia da Universidade de Michigan, Brad Bushman, diz em uma entrevista: “Pais me perguntam, Videogames são bons para os meus filhos? Eu considero uma pergunta inadequada, porque videogames são apenas uma ferramenta. E como qualquer ferramenta, eles podem ser utilizados para o bem ou para o mal”.

O relatório da pesquisa, conduzido pelo consórcio de pesquisas dos EUA, Japão, Singapura e Malásia, descreveu que jogos socialmente corretos são aqueles que “Envolvem personagens que ajudam outros de uma maneira não violenta.”

A etapa de Singapura analisou 727 crianças com uma média de idade de 13 anos. Estes participantes listaram seus jogos favoritos e como os personagens destes jogos ajudaram a machucar ou matar outros personagens”. Ao longo das perguntas, o estudo também questionou as próprias crianças sobre o que elas sentiam ao interpretar no jogo determinado comportamento, sendo ele bom ou mau.
O resultado foi uma uma forte relação entre jogar games socialmente correto, e ajudar outras pessoas. Por outro lado, encontrou-se também uma forte relação entre games violentos e comportamentos negativos.

A segunda etapa, realisada no japão, contou com 2.000 crianças também apresentando a mesma relação, jogos não violentos desencadeando um bom comportamento no grupo. Isto ao longo de alguns meses de observação.

Um terceiro estudo ainda foi realizado em estudantes de uma escola dos EUA, porém agora com adolescentes com idade média de 19 anos. Os participantes também experimentaram jogos violentos, não violentos e neutros. Após, os estudantes então designavam um enigma para um colega resolver. Se este colega, escolhido aleatoriamente,  conseguisse solucioná-lo, ganharia 10 dólares. O estudo foca no grau de dificuldade dos enigmas repassados para o colega.

A pesquisa mostrou que os estudantes que jogagaram jogos não violentos repassaram enigmas de fácil solução para seus colegas. Por outro lado, o grupo que experimentou jogos violentos, em sua grande maioria, designou aos colegas enimgas mais complexos.

O resultado da pesquisa confirma portanto o comentário do Professor Bushman, jogos em si não podem ser considerados bons ou maus, tudo está relacionado ao conteúdo apresentado.

Referência: serious game source
Ilustração: Everton Baumgarten
Autor: Everton Vieira Ver todos os posts de
Sou Bacharel em Análise de Sistemas pela Universidade Católica de Pelotas (UCPel) no ano de 1999. Minha paixão por games é de longa data. Porém, em 2003 tornei essa paixão uma profissão. Durante oito anos atuei como Game Designer e Arquiteto de Software em mais de 30 projetos de Serious Games (simuladores) para grandes empresas do país. Atualmente sou sócio-fundador da Izyplay Game Studio, onde exerço o cargo de Diretor de Criação. Além do envolvimento corporativo, também participei da organização da Pós Graduação em Arquitetura e Desenvolvimento de Jogos Digitais na FATEC SENAC Pelotas. Minha área de interesse e especialização é Game Design e Inteligência Artificial.

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