O que é uma Startup – Parte 2 de 5

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Olá, pessoal!

Na parte 1 de “O que é uma Startup“, conceituamos este modelo de empresa e ainda abordamos a importância de sua capacidade de geração de riqueza, bem como a da possibilidade da mensuração da produtividade e da alavancagem, por meio de decisões determinantes para o projeto.

Hoje retornamos ao tema tratando de como o tamanho da empresa pode afetar positivamente ou negativamente uma startup e também ao grau de incerteza a que esta se submete.

SER PEQUENA

Uma startup viável tem cerca de 10 funcionários, que coloca o fator de 10 na medida de esforço individual.

Em grandes empresas, duas coisas diminuem a velocidade do trabalho:

  1. Os indivíduos não veem o resultado de trabalhar mais duro.
  2. num grupo de mil pessoas, o trabalho é dividido demais e a burocracia decorrente dele diminui a produtividade.

Uma pessoa muito disposta em uma grande empresa provavelmente não estará feliz, pois sua performance será derrubada pela média baixa das performances dos outros.
Ter uma estrutura menor, aumenta a produtividade e possibilita a mensuração dos resultados de cada membro numa equipe.

Entretanto, uma startup não é meramente um grupo de 10 pessoas, mas 10 pessoas com características em comum. Normalmente, são fundadas por grupos de pessoas auto-selecionadas e ambiciosas (no bom sentido), que já se conhecem, mesmo que por reputação. Esta correspondência de gostos e objetivos gera sinergia e aumenta a motivação.

 INCERTEZA

Economicamente, você pode pensar em uma startup como um meio de comprimir uma vida inteira trabalhando em alguns anos. Ao invés de se trabalhar em baixa intensidade por 40 anos, pode-se trabalhar o mais duro possível por quatro.

Como nem tudo é um mar de rosas… há uma  grande dificuldade enfrentada no modelo.
Se fosse simplesmente uma questão de se esforçar mais do que um empregado comum e receber proporcionalmente, obviamente seria um bom negócio iniciar uma startup.
Infelizmente, há alguns problemas…  Um é que você não pode decidir qual o fator pelo qual multiplicará seu trabalho e seu pagamento.

Conforme Paul Graham, quando você começa uma startup, seus competidores é que decidem quão duro você trabalhará e todos decidem que será o quanto for possível. Honestamente, não sei se funciona desta forma no mercado de games. Não tenho muita noção de como é a relação com a concorrência, pois entendo que cada jogo é diferente e único, e acho que concorrem entre si tanto quanto concorrem com qualquer outra forma de entretenimento pela, comumente pequena (quando existente), parcela do salário do brasileiro disponível para gastos com lazer.  Espero sinceramente que tragam dados para discutirmos esta questão nos comentários.

O outro  problema é que o pagamento é em média, proporcional à sua produtividade. Na prática, você não há pagamento 30 vezes mais por ser 30 vezes mais produtivo. O pagamento por ser 30 vezes mais produtivo pode ser pode ser algo entre 30 vezes mais e nada.
É comum para uma startup estar desenvolvendo um produto realmente bom, demorar um pouco demais para fazê-lo, ficar sem dinheiro e ter de fechar.

“Uma startup é como um mosquito. Nenhuma energia é gasta em defesa. Elas tendem a ter uma orientação tudo ou nada, e não se sabe para qual dos dois está indo até o último minuto”
Paul Graham

Demorar tempo demais para desenvolver um produto é uma armadilha comum para Startups. Da mesma forma, é para desenvolvedores indepentes. Um exemplo é o do desenvolvedor de Fez, Phil Fish. Seu projeto teve duas fontes de financiamento perdidas, antes que firmasse acordo com a Trapdoor, com o qual foi concluído quatro anos após seu início.
No entanto, não são todos que conseguem capital para continuar suas ativiidades. A dica para para chegar o mais próximo possível de validar a proposta de um projeto ou startup e conseguir financiamento, é através da versão teste e do seu nº de usuários.
Podemos ver isso na indústria nacional com Ballistic, da Aquiris, cuja versão beta foi anunciada no Facebook em meados de novembro de 2012.

Existem muitos bons exemplos de Startups de desenvolvimento de games no Brasil. Teremos três deles conosco nas próximas postagens.

REFERÊNCIA

“How to Make Wealth” de Paul Graham: http://paulgraham.com/wealth.html
Extraído do livro “Hackers and Painters: Big Ideas from the Computer Age”

Autor: Bárbara Bueno Ver todos os posts de
Sou Bacharel em Ciências Contábeis pela Universidade do Vale do Sapucaí (Univás), Coach pelo Instituto Brasileiro de Coaching - IBC e, além de exercer as atividades de coach e assessora administrativa e contábil como autônoma, atuo no mercado de personalizados como sócia-diretora da Bigcat Artigos Personalizados. Explorando minha veia artística, tive alguma experiência na realização de projetos gráficos, impressão off-set e, em projetos escolares, no processo de criação e edição de vídeos educativos. Contudo, meu ponto forte reside na escrita, desenvolvida desde a infância e premiada pelo SESC Santo Amaro em 2003. Possuo mais de 30 personagens, envolvidos numa série de histórias de ficção. Jogadora hardcore e defensora de graphic adventures no estilo point and click, estudo o mercado e técnicas de desenvolvimento de games, a fim de ver gameficada a minha criação.

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