O que é uma Startup – Parte 3 de 5

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Olá, pessoal!

Já aprendemos o que são Startups e quais suas características básicas. Agora vamos saber um pouco mais sobre o assunto através de quem vivencia na prática!

Contamos com as participações de Fernando Riondet Costa da Keeplay Game Studios, desenvolvedora de jogos educacionais, jogos de entretenimento e simuladores, além de trabalhar com a criação de animações 2D e 3D, fundada em setembro de 2007 e incubada em 2008 pela Incubadora de Empresas de Base Tecnológica de Itajubá/MG (INCIT).


1 – Como surgiu a ideia de desenvolver a Keeplay Game Studios?
Surgiu da vontade dos fundadores em empreender com jogos de entretenimento para o mercado internacional. Todos os fundadores são gamers e tinham a vontade de abrir uma empresa no segmento. Durante cerca de um ano as ideias foram trabalhadas até fundar definitivamente a Keeplay.

2 – A Keeplay atua em três segmentos do mercado de games. Porque escolheram esses segmentos? Com qual mais gostam de trabalhar e qual é o carro chefe da empresa?
Os segmentos foram escolhidos por uma questão de demanda de mercado. Nosso objetivo inicial era o segmento de entretenimento e para possibilitar isso, a empresa atende demandas para o desenvolvimento de serious games e jogos educacionais.

3 – Qual era o grupo fundador e com quantos colaboradores a empresa iniciou as atividades?
A empresa começou apenas com os 04 fundadores, Admir, Mairlo, Fernando e Ricardo. Hoje o Mairlo não faz mais parte da sociedade.

4 – De que forma a escolha dessas pessoas foi determinante para os primeiros passos da empresa?
A escolha dessas pessoas foi devido as áreas correlacionadas e necessárias para a criação da empresa. Admir e Mairlo são cientistas da computação, Ricardo é engenheiro da computação e Fernando administrador de empresas.

5 – Com quantos colaboradores a empresa atua hoje?
São 12.

6 – A empresa adota algum método para mensurar sua produtividade?
Já usamos e testamos alguns métodos, mas na prática pela natureza do negócio não é fácil mensurar sua produtividade. Usamos sim métodos de gerenciamento de projetos como o Scrum.

7 – De alguma forma mede-se a produtividade individual?
Ao invés de produtividade nós analisamos o desempenho individual em diversos fatores desde o conhecimento técnico à participação com ideias.

8 – Qual foi a fonte de capital inicial da empresa?
A fonte inicial veio dos pais. E já nos 06 primeiros meses a empresa conseguiu um cliente.

9 – Gostaria de comentar alguma coisa sobre sua relação com a FAPEMIG, o SEBRAE e a Incubadora de Empresas de Base Tecnológica de Itajubá (INCIT)?
Sim. Já aprovamos um projeto com a FAPEMIG, que é um órgão de fomento. O projeto é o SimCMed, um simulador de cirurgias médicas.
O SEBRAE, principalmente a unidade de Itajubá tem sido um grande apoiador através de seus editais de fomento. Com esse apoio temos conseguido aumentar nossa competitividade com o desenvolvimento de novos projetos tecnológicos.
A INCIT foi e ainda é uma grande parceira da Keeplay. A incubadora nos ajudou muito no início da empresa transmitindo muito conhecimento em diversas áreas com destaque para os órgãos de fomento, clientes e processos.

10 – Alguma vez está empresa esteve próxima do esgotamento de recursos? Se sim, a que atribui isso? Qual a estratégia adotada para resolver este problema?
Criar uma empresa não é uma tarefa fácil e também não é algo tão lógico como poderíamos pensar, afinal uma empresa está no contexto de mercado no qual você não tem poder de influencia na maioria das variáveis, algumas das quais muitas vezes você nem sequer conhece. É claro que nesses 5 anos aprendemos muito e por isso destacamos que é preciso ser perseverante, paciente e lutar… lutar sempre. Muitas vezes uma empresa parece ser uma criança que precisa de tempo e recursos para crescer, é algo vivo.

11 – Na opinião de vocês, a que se deve o sucesso da Keeplay?
Muito da resposta anterior, perseverança, paciência, vontade (muita vontade de vencer), algumas vezes teimosia também. A ousadia é outro elemento importante e claro, muito estudo. É importante sempre buscar informações e ouvir muito outros empresários colegas, professores, clientes e colaboradores.

12 – Algum conselho ou mensagem a dar a desenvolvedores que aspirem chegar aonde estão hoje?
Sim. Primeiro um conselho que já está consolidado mas é bom repetir. “Jogar é diferente de criar e desenvolver jogos”. Parecem ser coisas parecidas mas não são. É claro que estão relacionadas. Jogar é muito bom, assim como criar e desenvolver jogos é muito bom. Ambos são desafiantes e dão prazer.
Outro conselho importante é começar pequeno mas pensar grande. Comecem com projetos pequenos e cheguem até o fim dele. É importante traçar um objetivo ou resultado. Por exemplo, ter uma versão PC funcional ou publicar no portal Kongregate. Pensar sim em um dia ter o jogo nos consoles de última geração, mas ir com calma. Se começar com projetos muito complexos e grandes você terá grandes chances de falhar.
Poderíamos escrever dezenas de conselhos. O terceiro conselho é buscar informações sobre a indústria de games e traçar uma estratégia de mercado. Nunca esqueçam do mercado.

Na próxima parte de “O que é um Startup”, contaremos com a participação do Pedro Machado da Baykush.
Até lá, divirtam-se com os jogos gratuitos da Keeplay Game Studios:
https://play.google.com/store/search?q=keeplay+games+studio&c=apps
https://itunes.apple.com/br/app/beat-the-zombies-brasil/id464685903?mt=8

Autor: Bárbara Bueno Ver todos os posts de
Sou Bacharel em Ciências Contábeis pela Universidade do Vale do Sapucaí (Univás), Coach pelo Instituto Brasileiro de Coaching - IBC e, além de exercer as atividades de coach e assessora administrativa e contábil como autônoma, atuo no mercado de personalizados como sócia-diretora da Bigcat Artigos Personalizados. Explorando minha veia artística, tive alguma experiência na realização de projetos gráficos, impressão off-set e, em projetos escolares, no processo de criação e edição de vídeos educativos. Contudo, meu ponto forte reside na escrita, desenvolvida desde a infância e premiada pelo SESC Santo Amaro em 2003. Possuo mais de 30 personagens, envolvidos numa série de histórias de ficção. Jogadora hardcore e defensora de graphic adventures no estilo point and click, estudo o mercado e técnicas de desenvolvimento de games, a fim de ver gameficada a minha criação.

4 Comentários em "O que é uma Startup – Parte 3 de 5"

  1. Francisco 07/05/2013 at 13:59 - Reply

    Excelente

  2. Leandro Vian 07/05/2013 at 16:35 - Reply

    Opa Bárbara, to acompanhando a série de posts e estou gostando muito da evoluçaõ do assunto. Complementar teus post iniciais com as experiências de quem já passou por isso é muito legal.

    abraço

    • Bárbara 10/05/2013 at 17:33 - Reply

      Que bom que gostou!
      Fico feliz de saber que está acompanhando.

  3. juju salimene 20/05/2013 at 20:15 - Reply

    eu a dorei

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