PodAbrir 11 – Game Art parte 2

Olá gurizada, Neste que será o penúltimo episódio do ano, daremos continuidade na interessantíssima entrevista sobre Game Art com Dado Almeida.

Obviamente, deixamos o melhor para o final. Nessa segunda parte, Dado fala sobre seus projetos atuais e as principais dicas e macetas para se tornar um bom Concept Artist. Não seja maluco de perder.

Participantes: Everton Vieira , Alessandro Nörnberg e Dado Almeida
Categoria: Técnico – Game Art

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Trilha Sonora

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Autor: Everton Vieira Ver todos os posts de
Sou Bacharel em Análise de Sistemas pela Universidade Católica de Pelotas (UCPel) no ano de 1999. Minha paixão por games é de longa data. Porém, em 2003 tornei essa paixão uma profissão. Durante oito anos atuei como Game Designer e Arquiteto de Software em mais de 30 projetos de Serious Games (simuladores) para grandes empresas do país. Atualmente sou sócio-fundador da Izyplay Game Studio, onde exerço o cargo de Diretor de Criação. Além do envolvimento corporativo, também participei da organização da Pós Graduação em Arquitetura e Desenvolvimento de Jogos Digitais na FATEC SENAC Pelotas. Minha área de interesse e especialização é Game Design e Inteligência Artificial.

9 Comentários em "PodAbrir 11 – Game Art parte 2"

  1. Marcelo Martins 15/12/2011 at 18:12 - Reply

    Pessoal,

    Gostei muito do conteúdo da segunda parte do programa.

    Sobre a “nova geração do conhecimento”. Hoje, a gente tem um monte de informação disponível na internet, mas, como vocês falaram, é importante saber a diferença entre ter bastante informação superficial da internet e estudar a fundo algum assunto.

    A gente não pode correr o risco de ter o conhecimento raso sobre muitas coisas e não saber se aprofundar. Se você quer seguir alguma área, precisa realmente levar o assunto a sério e estudar bastante. Além de praticar, como bem disse o Dado.

    No fundo, fazer jogos significa resolver problemas. Problemas técnicos, conceituais, limitações de hardware, performance, desafios estéticos. Quanto mais bem preparado conceitualmente você estiver, melhor a sua capacidade de entender a fundo esses problemas e sugerir soluções viáveis e criativas.

  2. Bárbara 24/12/2011 at 14:51 - Reply

    Eu sofro do mal da era.
    Quando sobra tempo no fim de semana (o que é muito raro quando se trabalha e frequenta a faculdade ao mesmo tempo), eu tento dar aquela olhada macro para poder definir depois o que será tratado em micro.
    Acaba que eu tenho uma biblioteca digital sobre desenho e animação gigantesca, nem sei o que começar a ler, e desenho mesmo uma vez por mês e olhe lá. A cada desenho grandes progressos, mas nada de técnica…
    A internet desanima, porque trás uma coisa atrás da outra e, sem orientação, fico achando que eu tenho mesmo que saber tudo aquilo e com a sobrecarga, ai que tudo para de caminhar de vez…

    Apesar disso, vou me orgulhar de ter feito por minha conta a mesma observação dos profissionais: a vários anos já que venho falando para o meu irmão que, por mais que o 3d é a nova tecnologia, toda vez que vc olha para ele, não esta bom mais.
    Nos filmes, ele sempre é artificial e extremamente perceptível, pq, se não nos incomoda hoje, amanhã tem coisa melhor e incomodará.
    O 2d é mágico. O que era bonito é eternamente bonito. É só tirar pelos clássicos da Disney, por exemplo. Nunca será possível dizer que a animação da Bela e a Fera, por exemplo, esta ultrapassada ou não é boa.
    Aplicando isso aos games, pode ser que eu seja suspeita, pois todos meus jogos favoritos são em 2d. Se alguém pegar hoje para comparar o Monkey Island 3 (animação 2d) e o Monkey Island 4 (3d), vai afirmar tranquilamente que o 3 é superior graficamente, além de não perder em nada para um jogo produzido em 3d hoje. Já o 4, não se pode dizer a mesma coisa.
    Também há um pouco a questão do cuidado com os detalhes. O Broken Sword, que também nasceu em 2d (maravilhoso, por sinal), e teve as sequências 3 e 4 em 3d, tinha animações para tudo, mesmo que não fossem ser reaproveitadas durante o jogo. No 4, o personagem faz o movimento para virar a pág. de um livro e a pág. não vira junto… Posso estar enganada, mas acredito que seria mais simples animar isto em 3d do que em 2d, mesmo assim não houve este cuidado.

    Mas voltando aos ensinamentos… alguma chance de postarem exemplos de imagens das etapas do concept? Apesar de ser possível fazer uma boa visualização mental, gostaria de realmente ver o trabalho do profissional. Só estou familiarizada com o Model Sheet.

    Enfim, mais uma vez agradeço. Adorei a entrevista.

    • everton.vieira 24/12/2011 at 19:32 - Reply

      Olá Bárbara,
      Na seção Indie Projects no site do Dado, podes observar o processo de criação do game comentado durante a entrevista.
      http://www.dadoalmeida.com/indie-projects.html ;)

    • everton.vieira 24/12/2011 at 20:09 - Reply

      Aproveitando o comentário, desejamos um feliz natal para você Bárbara. Uma de nossas leitores mais ativas ;)

      • Bárbara 26/12/2011 at 20:37 - Reply

        Muito obrigada!

        Atrasada para desejar Feliz Natal, mas, pelo menos posso aproveitar o ensejo para desejar feliz Ano Novo.

        Cada vez que eu leio fica mais real a história do perfil atual do usuário da internet, rsrsrs.
        Eu tinha dado uma olhada no site do Dado (com interesse ainda por cima), mesmo assim não tinha visto as silhuetas, rsrs.
        Preciso começar a reeducação.

    • Dado Almeida 26/12/2011 at 10:42 - Reply

      Olá Bárbara,

      Bom saber que você conseguiu recuperar algo da entrevista. Agora vou ficar mais inspirado se souber que consegui animá-la pra colocar o conhecimento em prática. Como disse, têm que Experimentar.

      A sua perspectiva sobre a “durabilidade” da Arte 2D é super-válida. Os exemplos citados são realmente obras-de-arte nesse tipo de mídia. Eu fico pensando quais games dessa geração (3D) serão lembrados na próxima verdadeira nova-geração, onde talvez a computação gráfica seja substituída por algo incrivelmente realista.
      A sacada é entender desde cedo que, independente da tecnologia atual, o importante é conhecer os fundamentos tradicionais que servem de alicerce pra essas novas maneiras/ferramentas de criação. Parece que isso você já entendeu.

      Como o Everton comentou, no meu site têm alguns exemplos da “cara do concept”. Mas procure também por alguns artistas-referêncis nesse campo: Syd Mead, Iain Mmccaig, Feng Zhu, James Gourney, Carlos Huante, Neville Page, Aaron Sims…
      Cada um desses têm uma abordagem diferente para representar visualmente suas idéias (que é uma forma de entender o Concept Art).

      Mas Barbara, o importante é: sente as nádegas (como você é menina, vou pegar leve, rs) na cadeira e desenhe. Quanto mais segura estiver com a sua técnica/forma de produzir conteúdo, mais fácil será para você viver (no mundo real) fazendo desenho. Seja pra Concepts, Ilustrações, Quadrinhos, Design de Roupas, Matte-painting… e a lista continua infinitamente. :)

      Bom novo ano a todos. E bora desenhar.

      • Bárbara 26/12/2011 at 20:44 - Reply

        Dado, vou aproveitar a vantagem de que você está pegando leve e não vai me dar uma invertida, e também de que estamos ai na sequência das festas (Natal, Ano Novo e meu aniversário no dia 2), e pedir então para me recomendar uma boa bibliografia para formar os alicerces.
        Se eu soubesse o que estudar, talvez eu parasse de ficar só procurando e acumulando e finalmente começasse a colocar as mãos na massa.

        Moro numa cidade pequena e aqui não existem cursos direcionados ou que ofereçam aulas para os horários em que eu estou disponível.

        • Dado Almeida 27/12/2011 at 14:07 - Reply

          Certo. Para isso preciso saber duas coisas: 1. Você já desenha?; 2. Se sim, qual assunto mais lhe interessa?

          Independente disso, existem alguns livros/autores interessantes que sempre vão estar presentes em qualquer lista de indicação (independente de gênero, modismo, estilo, época…):

          O primeiro é o clássico livro da Betty Edwards: Desenhando com o Lado Direito do Cérebro. A autora fala um pouco da teoria do desenho e sugere alguns exercicíos para treinar a coordenação e a capacidade de representação do que vemos em traços e formas. Se você nunca tocou num lápis, não vejo mal algum dedicar alguns meses e seguir a risca todo o método.
          Ah! Esse livro é facilmente encontrado em qualquer livraria do Brasil. Dá pra comprar pela Internet sem problema.

          O outro autor bastante recomendado é o Andrew Loomis. Ele é um ilustrador americano que publicou uma série de livros sobre desenho, figura humana, pintura, cartoons, etc. Muito do “estilo” dos quadrinhos da década de 90 (e até hoje, porque não) é influênciado por esse cara. Seu livro de Figura Humana é uma das melhores literaturas pra conhecer sobre Proporção, Anatomia, Luz e Sombra. O único problema é que todos são em Inglês, então precisa saber um pouco da língua pra entender (se faltar idéia do que estudar esse ano, cá está outra recomendação).
          Existe um blog (http://desenhistasautodidatas.blogspot.com), que têm algumas coisas traduxidas sobre esse autor. Se tiver tempo, vale a pena procurar.

          A última sugestão seria o conteúdo do site: http://www.ctrlpaint.com. É fantástico. São vídeos curtos de 5/10 minutos sobre técnicas de Photoshop. Mas o autor começou a publicar algo sobre desenho tradicional (os exercícios são os mesmos da Betty Edwards). Por ser em vídeo, talvez seja mais fácil de “entender” (porque também é em Inglês).

          Acho que é isso. Depois das férias vamos ver o que podemos fazer para que o Abrindo o Jogo possa virar um hub (também) para artistas de games. ;)

          • Bárbara 28/12/2011 at 16:59 -

            Dado, estou feliz com a indicação do livro da Betty Edwards. Minha mãe ganhou este livro quando era moça e quando eu era menina o li (pelo menos a metade dele, para falar a verdade, rsrs).

            Acho que por isto mesmo, meus desenhos de cópia não são ruins e consigo até modificar algumas coisas satisfatoriamente. Acho que o problema, nestes casos, é que levo muitas horas para fazer um único desenho.

            Os livros do Andrew Loomis também estão fáceis de acessar. Dá para me virar bem com o inglês (graças aos jogos de vídeo game, inclusive).
            Vou aproveitar as férias para dar uma lida no livro da Figura Humana, então.

            Quanto ao que me interessa mais, com certeza é desenhar personagens. Acho que nunca parei para desenhar um cenário ou uma paisagem, se não fosse obrigada.
            Em relação a estilo, gosto mais do desenho Europeu, como o utilizado nos gráficos do Broken Sword. Também gosto um pouco do desenho americano, tirando os excessos.

            Estou dando uma olhada nos artistas que indicou, mas decidi que vou olhar com calma.
            Desde já, fiquei muito curiosa com os DVDs sobre as técnicas do Syd Mead. Gosto muito do visual de Blade Runner. Ele foi copiado, digo, inspirou na produção de um jogo antigo, chamado Snatcher que é muito interessante e merecia um remake.

            Muito obrigada por responder, mesmo durante o recesso!
            E Feliz Ano Novo!

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