PodAbrir 15 – Game Designer

Olá pessoal,

No ar mais um episódio do PodAbrir, o seu podcast sobre desenvolvimento de games. Continuando o arco sobre profissões nos games, finalmente o tão esperado Game Designer, profissão abordada em uma entrevista com Cassiano Canheti, Lead Game Designer da Hoplon Infotainment. Como todos devem saber, essa é a empresa criadora do jogo Taikodom, hoje o maior projeto brasileiro da área.

Uma entrevista imperdível para quem quer ficar por dentro desta, que é uma das profissões mais importantes da área.

Participantes

  • Everton Vieira
  • Alessandro Nörnberg
  • Cassiano Canheti

Categoria

  • Teórico: Game Design

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Autor: Luiz Nörnberg Ver todos os posts de
Sou Bacharel em Ciência da Computação pela Universidade Católica de Pelotas (UCPel), onde também atuei como professor. Desde a época da faculdade (mais de quinze anos atrás) a paixão por jogos tem sido importante no meu direcionamento profissional. Sou sócio-fundador do Izyplay Game Studio, onde exerço o cargo de Diretor de Tecnologia. Sempre tive grande foco em desenvolvimento em Java, embora tenha migrando para a tecnologia Adobe AIR em função de sua portabilidade. Ah, e é claro, dou meus palpites no game design.

14 Comentários em "PodAbrir 15 – Game Designer"

  1. Francisco Prado 23/03/2012 at 20:01 - Reply

    Pois é, virei assíduo do AoJ, recebi até um save. :D

    É difícil encontrar conteúdo sobre games pelo lado “profissão” da coisa – o que mais se encontra são sites de reviews, ou então desenvolvedores que colocam raramente nos blogs pessoais sobre o assunto, etc. Antes, era preciso procurar em sites estrangeiros ou fóruns, daí o AoJ preenche essa lacuna. Abs

    • Luiz Nörnberg 23/03/2012 at 22:16 - Reply

      É isso aí, Francisco, é esse nosso objetivo: preencher essa lacuna. E ver que nosso trabalho está sendo útil para pessoas interessadas como você, nos mostra que estamos no caminho certo. Valeu!

  2. Bárbara 24/03/2012 at 15:18 - Reply

    Eu estava justamente escrevendo um pedido sobre um assunto que achei super importante, e achei que tinha passado despercebido quando o Everton voltou a comentar a respeito.
    O Cassiano apontou como causadora do encerramento das atividades da Inflamation a falta de conhecimento, ou a falta de atenção, não sei bem, à questão de negócios.
    Eu gostaria, fugindo um pouco do tema, no entanto levando em conta que o assunto também é de interesse ao que eu entendo ser o objetivo do Abrindo o Jogo, que fosse comentado um pouco mais sobre isto.
    A parte financeira e administrativa em teoria é sempre igual, mas existem peculiaridades em cada ramo de negócio. Quando se trata de softwares negociados pela internet, por exemplo, os estoques são infinitos, os custos de produção não variam em função de capacidade maquinário ou de demanda de mercado, o tempo de produção não corresponde ao tempo gasto na confecção de cada unidade, mas de um projeto completo. O custo de produção, neste caso, se assemelha muito mais ao investimento em pesquisas em outros tipos de indústrias.
    Enfim, as teorias administrativas são as mesmas, mas a forma de aplicação será completamente diferente e seria legal termos também essa noção de composição de preço do game, canais de comunicação com o público.
    Talvez este assunto não interesse a todos, mas será que vocês não tem algum contato bacana para vir falar sobre isso? Ou pelo menos que não se importe em trocar algumas ideias com uma contadora que sonha intimamente em participar algum dia da produção de um game?
    Este assunto é tão importante que, o final da entrevista foi retomado mais uma vez quando foi mencionada a necessidade de networking. Essa é uma abordagem completamente “negócios” da indústria de games.
    Bom, estou ansiosa pelo Pod sobre empreendedorismo. Acho que não há como ele abordar tudo isto, mas não tem problema. Estarei aqui para fazer todas perguntas imagináveis.

    • Luiz Nörnberg 25/03/2012 at 01:04 - Reply

      Olá Bárbara! Sobre a parte negócios, ela é importantíssima mesmo, principalmente porque quando se busca informação sobre desenvolvimento de jogos, achamos muito sobre a técnica, e pouco sobre essa parte. Ou seja, tu aprendes a desenvolver um belo jogo, mas não aprende a fazer negócio com ele – ou montar uma empresa que se sustente. Nós estamos atentos a isso, e pretendemos ir respondendo estas dúvidas com o tempo.

      Quero chamar atenção para um ponto do teu comentário: quando falas em “softwares negociados pela internet”, me deu a entender que achas que existem uma grande diferença em sua produção, mas não é bem assim. Fatos como estoque ilimitado afetam mais a loja (retail) do que a desenvolvedora (que não está nem aí se a loja tem espaço no estoque ou não – ela que empilhe na vitrine).

      Claro que, embora o custo de embalagem física seja quase irrelevante para um AAA (comparado com o custo de marketing, por exemplo), para um desenvolvedor independente, cujo jogo custou “apenas” suas madrugadas de trabalho, a produção do produto físico pode ser simplesmente inviável.

      Mesmo assim, a diferença fica apenas na distribuição do produto final, permanecendo o processo de desenvolvimento inalterado e mais parecido com o de uma fábrica mesmo (uma manufatura), do que com pesquisa como tu sugeriu (se entendi bem).

      Esse espaço aqui é muito pequeno…

      Por isso temos agora o fórum (yeah!) Estás convidada (intimada) a criar um tópico lá, para seguimos a conversa – quem sabe mais gente se junta a nós? Tem um fórum específico para Game Industry – Mercado de Jogos.

      http://forum.abrindoojogo.com.br
      (Ainda é BETA. Qualquer problema nos avise, ok?)

      • Bárbara 25/03/2012 at 21:16 - Reply

        Oi, Luiz!
        Acho que o problema da minha abordagem é que fui muito para o contábil da coisa. Fiquei imaginando aqui como é que funcionaria o sistema de custeio numa empresa dessa forma. Porque o custo não varia em função de quantas unidades chegam às mãos do consumidor, mas é na verdade o custo do jogo em si, do projeto todo.
        Mas isso é assunto para outro lugar. Preciso arrumar um pessoal legal para conversar de Contabilidade também.

        Vou tentar colocar um tópico lá no fórum, mas pode ser que fique meio esquisito. Minha experiência com fóruns é de leitora casual, buscando por algum assunto específico e depois não volto nunca mais. Tenho medo de multidões, rsrs.

  3. Bárbara 24/03/2012 at 15:19 - Reply

    Agora, pagando por ter lido o nome do Bruno Rafante como “Bruno Falante” na época em que 90% dos comentários eram dele, quero voltar ao Cassiano e sobre ser Game Designer.
    O Game Designer é a pessoa que decide como será o jogo, ou alguns elementos do jogo. É isso?
    Eu não sei nada a respeito, então, espero que não se ofenda com as perguntas.
    O Game Designer é o responsável pelo projeto de jogo? Ou ele é o responsável para ver como será feito e como ficará a jogabilidade daquilo que consta no projeto de jogo? Ele atua como um roteirista técnico e literal no jogo?
    Por favor, conte-nos um pouco mais sobre a rotina de trabalho de um Game Designer. Como começa e como termina esse serviço, quero dizer, qual o fluxograma desta atividade?
    Quais as habilidades e conhecimentos que todo bom Game Designer deve ter?

    “Só” isso. Espero que não dê preguiça de ler.
    Mais uma vez agradeço a todos.

    • Francisco Prado 25/03/2012 at 09:57 - Reply

      É mesmo, também sempre tive dúvidas sobre o Game Designer, onde começam e onde terminam suas responsabilidades.
      Eu tenho uma visão dessa função nos games parecida com a que o diretor de cinema tem nos filmes, mas não tenho certeza disso, ou se a função dele é mais parecida com a de um roteirista. Abração

      • Bárbara 25/03/2012 at 21:28 - Reply

        Que bom que não estou sozinha nesta! As vezes me sinto mal por fazer estes tipos de perguntas.

    • Diego Santos 26/03/2012 at 10:00 - Reply

      Bárbara, vou tentar solucionar suas dúvidas como um game designer iniciante :)
      O Game Designer é quem faz o desenho do jogo, quem desenha os elementos, como você disse. Não necessariamente ele decide como será o jogo, pois essas decisões podem vir de cima, de um produtor por exemplo.
      O que gera muitas confusões sobre o que faz o game designer é também a sobreposição de funções. Em projetos com equipes menores (comum no Brasil) é normal ver um game designer também atuar como gerente do projeto ou roteirista, mas essas são outras funções.

      • everton.vieira 27/03/2012 at 01:22 - Reply

        Olá Diego e Bárbara,

        Apenas complementando a resposta do Diego. O termo “desenho” neste contexto significa projeto. O Game Desinger projeta o jogo e seus elementos.

  4. Diego Santos 26/03/2012 at 09:56 - Reply

    Olá, pessoal.

    Muito bacana o assunto de Game Designer. Achei legal escutar a história do Cassiano. É muito bom ouvir como a experiência de como o pessoal ingressou no mercado, ainda mais em uma área que não é tão concreta, vamos assim dizer, como o Game Design. Gostei também das referências deixadas por ele. Já estou indo atrás das que não conhecia.
    Espero que no futuro tenhamos mais conteúdo sobre o assunto no cast. Um Save para vocês.

  5. Marcelo Martins 26/03/2012 at 17:53 - Reply

    Pessoal,

    Excelente entrevista com o Cassiano. Gostei de saber um pouco mais sobre a Hoplon e o Taikodom. Certamente, é um projeto muito ambicioso e todos temos muito a aprender com ele!

  6. Tiago 12/04/2012 at 16:36 - Reply

    Eu tenho uma dúvida, vocês comentaram sobre os números do angry birds e fizeram uma conta para ter uma ideia do quão rentável é o jogo,esses 200kk de downloads não incluem as versões free?

    • everton.vieira 12/04/2012 at 21:23 - Reply

      Olá Tiago,

      Sim, esse número contempla as versões free, porém a Rovio divulgou que a lucratividade da versão gratuita no Android, foi tão boa quanto na AppStore. De qualquer forma, a conta é aproximada.

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