PodAbrir 20 – Game Design : Interatividade

Olá pessoal,

Mais um mês de agenda complicada, mas, mesmo que no finzinho do mês, estamos aqui para trazer mais um episódio do nosso podcast sobre desenvolvimento de games – o PodAbrir. Hoje iniciamos um novo arco sobre um dos assuntos mais pedidos pelos leitores – Game Design. Desta vez, faremos uma abordagem focada nos elementos que compõem um game, detalhando cada um deles durante os próximos episódios.
Topa participar do nosso papo? Então não deixe de postar seu comentário ;)

Participantes

  • Everton Vieira (Izyplay)
  • Alessandro Nornberg (Izyplay)
  • Marcelo Martins (Clefbits)

Categoria

  • Mercado

Links comentados neste episódio

Trilha Sonora

PodCast

Autor: Everton Vieira Ver todos os posts de
Sou Bacharel em Análise de Sistemas pela Universidade Católica de Pelotas (UCPel) no ano de 1999. Minha paixão por games é de longa data. Porém, em 2003 tornei essa paixão uma profissão. Durante oito anos atuei como Game Designer e Arquiteto de Software em mais de 30 projetos de Serious Games (simuladores) para grandes empresas do país. Atualmente sou sócio-fundador da Izyplay Game Studio, onde exerço o cargo de Diretor de Criação. Além do envolvimento corporativo, também participei da organização da Pós Graduação em Arquitetura e Desenvolvimento de Jogos Digitais na FATEC SENAC Pelotas. Minha área de interesse e especialização é Game Design e Inteligência Artificial.

15 Comentários em "PodAbrir 20 – Game Design : Interatividade"

  1. Lucas Andrade 26/07/2012 at 19:41 - Reply

    Parabéns pela qualidade do podcast, é difícil encontrar material que leva a sério a temática dos games!

    O tema abordado é muito interessante e vasto. Inclusive, debati sobre alguns aspectos que vocês trataram no presente podcast com outras pessoas da minha cidade que tem um site sobre games também. Ao longo do programa eu fui anotando algumas coisas, mas foram tantas que desisti de escrever sobre elas aqui nos comentários, ao invés disso, resolvi tirar algumas dúvidas que fiquei ao longo do programa.

    1º) O conceito de Game desing que foi dado só contempla o “gameplay”?

    2º) Vocês estão considerando estória, narrativa e narração como a mesma coisa?

    3º) Não entendi o conceito de interação, fiquei com a impressão que cada um tinha um certo conceito de interação e só no final que as coisas ficaram um pouco claras. Pois, a depender da forma que se considere interação, um livro é tão interativo quanto um game”.

    Estou aguardado o próximo programa e um grande abraço!

    • Bárbara 27/07/2012 at 10:46 - Reply

      Lucas,
      você não poderia, por favor, passar para nós o link do site do pessoal da sua cidade?

      Agradeço!

    • everton.vieira 28/07/2012 at 16:37 - Reply

      Olá Lucas, valeu pelos elogios :)

      Vamos as respostas:

      1) O conceito descrito como sistema de regras lúdico, no qual jogadores travam um conflito com um objetivo final, é o de Jogo.
      O jogo é composto por vários elementos, entre eles, a Interatividade, tema deste episódio.
      2) Na verdade não nos aprofundamos muito na narrativa como elemento do Game Design neste episódio. A “estória” mencionada aqui seria no sentido de enredo/trama, elemento este evidenciado em games como Heavy Rain e Indigo Profecy. Trouxemos este assunto no âmbito de como funciona a interatividade em games deste estilo. Mas, respondendo a sua pergunta … não, não seriam a mesma coisa. A narrativa será tema dos próximos episódios ;)
      3) Sim, a sua leitura foi correta. A ideia foi trazer para vocês a visão de cada um dos participantes em relação a interatividade. Em resumo, podemos entender que interatividade é o nível de profundida que o jogador consegue modificar a “estória” e os elementos que compõe o jogo. Mais importante que a definição, seria a conclusão que mais interatividade não é sinônimo de uma game divertido.

      • Lucas Andrade 29/07/2012 at 21:53 - Reply

        Opa! Valeu por responder! =) Estou aguardando os próximos programas!

        Grande abraço!

  2. @RenatoFlorencia 26/07/2012 at 19:56 - Reply

    aeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee !!!!!

    essa demora tava me matando :)

  3. Bárbara 27/07/2012 at 01:02 - Reply

    Olá pessoal!
    Mais uma vez muito obrigada pelo cumprimento!
    Se o público é fiel, é porque vocês merecem!

    Se vocês não tivessem dito que era um jogo eu juraria que o Dragon Lair era um desenho animado com uns cortes de cena muito esquisitos.

    Em relação à música, não que eu não seja fã de Heavy Metal (na verdade não sou, mas realmente nada contra a participação dele no podcast), mas gostei das músicas de vídeo game no fundo. Combinou muito!

    A questão de “jogo aberto” vs. história é recorrente aqui em casa. Rolam altos debates meu irmão vs. eu, respectivamente.
    Eu concordo que jogabilidade, num jogo, o próprio nome já diz, é fundamental, mas já joguei jogos muito bons, como Snatcher e Time Hollow que são praticamente estáticos, mesmo assim fui até o fim por conta da história envolvente.
    Lá no fórum acabei falando muito do Grim Fandango também. Este jogo foi classificado como o melhor adventure nessa matéria da Kotaku (http://www.kotaku.com.br/reunindo-os-100-melhores-adventures-de-todos-os-tempos/) e, particularmente, não sei se porque o formato de aventura gráfica sem o cursor era novidade, o controle do personagem é meio complicado, uma vez que com a mudança de ângulos de tela, ele acaba mudando de direção sem que o jogador mude os botões que está apertando. Indicar os itens com a posição da cabeça do Manny também nem sempre fica muito claro. E isso tudo não impediu que o jogo fosse o primeiro colocado da lista, o que se deve, sobretudo, à história e o modo como é contada.
    E por falar em adventures (que ninguém percebeu ainda que é meu gênero favorito, rsrs), pegando o gancho das cut scenes, eu costumava gostar delas durante o jogo. Nesta espécie de jogo, onde a história normalmente já é bem integrada no gameplay, as cut scenes normalmente são bem curtas e servem apenas para detalhar melhor algumas ações ou objetos que o jogador normalmente vê de longe. Elas aumentam o movimento e te dão a sensação de progresso na história. Mas isso é para esse gênero, é claro.
    Em jogos de ação realmente é muito chato ser interrompido.
    Tem um Beat’em up que costumo jogar (não me recordo o nome, só sei que é da família do Kunio Kun e tem elementos de RPG) que as cut scenes fazem inclusive você perder as armas que está carregando, o que é bem irritante. Vc nunca consegue chegar preparado a um boss.

    E voltando a adventures e a relação dos games com o cinema, segue o Making of de Gabriel Knight (um dos meus adventures preferidos :) ) que fala bastante sobre isso:
    http://www.youtube.com/watch?v=ZhFamZMyDK0

    Pelo tamanhinho da minha postagem dá pra perceber que nem gostei do tema. Melhor parar pra sobrar espaço na pág para os outros comentarem também, rsrs.

    Abraços!

    • everton.vieira 28/07/2012 at 16:38 - Reply

      Olá Bárbara,
      Ótimas referências e comentário. Em relação ao espaço, você já é de casa, pode utilizar o espaço que desejar :)

  4. everton.vieira 28/07/2012 at 16:49 - Reply

    Sobre a trilha sonora do tema principal, é uma composição do Marcelo Martins ;)

  5. Rinaldo 01/08/2012 at 22:24 - Reply

    indigo profecy, um dos unicos jogos que eu já joguei que te envolve profundamente. nunca joguei nada que me emergiu tanto, acho que é essa a ideia do Indigo ou do HRain: imersão.

    Curto a pagina do Uol jogos e eles compartilharam uma postagem da Game Reporter falando que a Izyplay está procurando trainee’s. minutos depois um amigo compartilhou também.
    Achei super legal encontrar a Izyplay por “acidente”. se eu estivesse mais afiado na programação de jogos (mexo bastante com javascript e um pouco com action) e morasse mais perto da Izyplay, eu tentava a vaga. seria uma honra trabalhar com vocês.

    • everton.vieira 02/08/2012 at 11:14 - Reply

      Olá Rinaldo,
      Pois é, a “rede social” encarregou-se de divulgar muito bem as vagas, fazendo o anúncio parar na UOL :)
      Ficamos contentes com o seu interesse. Estas vagas realmente são presenciais aqui para a cidade, mas também estamos iniciando um abordagem a distância. O segredo é capacitar-se e estar preparado quando as oportunidades aparecerem ;)

      • Rinaldo 06/08/2012 at 14:07 - Reply

        Nesse caso, capacitar-se seria se tornar capaz de fazer exatamente o que? saber POO’

  6. Rinaldo 01/08/2012 at 22:58 - Reply

    Realmente, Metal Gear FERRA com essas cut scenes, exatamente o q vocês falaram, não é o que foi prometido, o produto.
    ahehah Essa comparação com filme porno foi ótima! ahehahea realmente! é isso mesmo. dá pra ver mais essa “sindrome porno”, nos jogos mais antigos baseado em filme, tipo exterminador do futuro e 007. que basicamente é as partes de ação do filme estendidas e interativas e depois que você passa delas passa LITERALMENTE um pedaço do filme.

    Tem um jogo de flash, que eu não lembro qual é, que durante as cut scenes você não podia interagir diretamente com ela, mas você podia interagir com os elementos que aconteciam no fundo, em segundo plano e que não mudavam em NADA a cut scene. mas criava situações HILARIAS. por exemplo, você podia empurar o carrinho do bebê e fazer a mãe dele correr atras. tinha uma que ladrões invadindo uma casa, você podia apertar num ursinho de pelucia, pra fazer um som e acordar um cachorro. enquanto estava seu personagem falando com o outro sobre salvar o mundo e tudo mais, o cachorro estava praticamente matando os ladrões no fundo porque VOCÊ acordou o cachorro. totalmente aleatorio, mas mesmo assim uma interatividade simples e super engraçada (e que fez diferença, já que eu lembro disso)

    • Marcelo Martins 08/08/2012 at 10:39 - Reply

      Oi Rinaldo,

      Obrigado por compartilhar suas impressões!

      Há discussões muito ferozes sobre Metal Gear rolando por aí! É um jogo muito bem-feito, sem dúvidas. Inclusive, foi o primeiro jogo que comprei quando adquiri meu PS3. Meu favorito da franquia é o 3, por causa da novidade da camuflagem, do cenário da floresta e também das batalhas contra os chefes.

      Fiquei muito curioso com esse jogo de Flash que você citou. Se você lembrar o nome, compartilhe com a gente!

  7. Diego 15/09/2012 at 21:49 - Reply

    Sobre Desing:

    Jogos são a 8ª arte!
    Filmes com interação, isso e muito mais que isso, hehe

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